27 octubre, 2021

GANADERÍA DE MURTEIRA GRAVE.

Fundação: 1944
Estreia: 29 de Junho de 1950 em Évora
Antiguidade: 21 de Junho de 1964 (1º festejo na Monumental de Madrid)

A ganadaria Murteira Grave foi fundada por Manuel Joaquim Grave (avô do actual proprietário) em 1944, quando comprou 25 vacas e um semental, com o nome Fabeto, a José Lacerda Pinto Barreiros. As reses ferravam-se nessa altura com o ferro G, inicial de Grave.

De 1944 a 1955 a ganadaria anunciava-se com o nome do seu fundador. Entre 1955, ano em que Manuel J. Grave morre e 1958, a ganadaria anuncia-se em nome de seus herdeiros.

Fundação: 1944
Estreia: 29 de Junho de 1950 em Évora
Antiguidade: 21 de Junho de 1964 (1º festejo na Monumental de Madrid)

A ganadaria Murteira Grave foi fundada por Manuel Joaquim Grave (avô do actual proprietário) em 1944, quando comprou 25 vacas e um semental, com o nome Fabeto, a José Lacerda Pinto Barreiros. As reses ferravam-se nessa altura com o ferro G, inicial de Grave.

De 1944 a 1955 a ganadaria anunciava-se com o nome do seu fundador. Entre 1955, ano em que Manuel J. Grave morre e 1958, a ganadaria anuncia-se em nome de seus herdeiros.

Em 1958 passa definitivamente para nome de Joaquim Manuel Murteira Grave, filho do fundador, que nesse mesmo ano compra o ferro actual (Espora) da Unión de Criadores de Toros de Lídia que pertencia a Ignacio Sánchez Ibarguen.

Em 2002, Joaquim Manuel Murteira Grave faz partilhas e a ganadaria passa para seu filho Joaquim Manuel de Vasconcellos e Sá Grave, actual representante e proprietário.
Divisa: Azul e Amarelo.

Sinal: Orelha esquerda rasgada e direita despontada até 2009 e sem qualquer nas orelhas (orisano) no presente.

Sangues intervenientes na formação e evolução da ganadaria:
Iniciou-se em 1944 com 25 vacas e um semental com o nome Fabeto de José Lacerda Pinto Barreiros com procedência directa de Gamero Cívico (Parladé).

Em 1958 compraram-se 18 vacas e um semental (Sargento, nº 46) a Juan Guardiola Soto, filho de D. Juan Guardiola Fantoni e Doña Concepción Soto, também de procedência Parladé via Gamero Cívico (Ferro Y). Nos anos seguintes compraram-se mais vacas e outro semental a Dona Concepción Soto.

Em 1974 entram dois sementais (Tortolillo, nº 40 e Alcalaíno, nº 38) com o ferro Rincón da ganadaria Carlos Núñez.

Em 1985 introduz-se um semental (Claro, nº 32) comprado a José Luís Vasconcellos (Sommer d’Andrade), antes Coimbra, da linha pura de Tamarón.

Em 1987 compra-se a António Muñoz, um semental (Caprichoso, nº 10) com o ferro de Paquirri de encaste Núñez, linha Villamarta. Em 1994 chegam 2 sementais de Juan Pedro Domecq y Solís (Gamberro, nº 29 e Borracho, nº 79).

Em 1995 compram-se 30 vacas com o ferro de Rincón (15 Rincón + 15 Villamarta) e o semental (Ave Fria, nº 100) aos Herdeiros de Carlos Núñez.

Em 2003, introduzem-se dois sementais de Jandilla, Verdulero 19 e Botijero 112.

Em 2009 entra outro semental de Jandilla, Temporero n.º 39.

Em resumo, pode-se dizer que a ganadaria é uma mistura parladeña com a base inicial da linha Gamero Cívico – Guardiola Soto e com aportações de sementais dos principais ramos de Parladé. Trata-se pois de um encaste próprio onde se procura manter um tipo de toiro sério e com trapio com um comportamento bravo e encastado.

Morfologia, pelagens e comportamento típico das reses:
Os exemplares de Murteira Grave são aleonados com cornamentas acapachadas e generosas. De trapio muito sério, aparentam mais peso do que na realidade têm. A maioria é de capa negra, alguns cardenos e outros entrepelados. Há também castanhos e colorados.

Depois da introdução dos sangues Tamarón (Coimbra), Núñez e Domecq, sobretudo dos dois primeiros, entrou nas camadas a variedade de pelagens e agora encontram-se burracos, cardenos muito claros quase ensabanados, aumentaram os colorados e pode aparecer algum sardo. Quanto à particularidade de pelagens mais comuns, há chorreados, salpicados, bragados, meanos, listões, jirones e olho-de- perdiz.

No que se refere ao comportamento, os toiros evoluíram muito em toureabilidade, apesar de continuarem sendo animais sérios que exigem que se lhes façam as coisas bem.

Sistemas de tenta e avaliação:
As tentas de fêmeas fazem-se, como em todo o mundo taurino, com tercio de varas e de muleta. O ganadero e só ele, decide se aprova ou rejeita a rês em função do seu comportamento e da sua reata. O grau de exigência é alto. Mesmo que se procure que sigam os enganos com investidas humilhadas e enraçadas, em nenhum momento se despreza a bravura em varas. São seleccionados os animais que tomam as varas sabendo ao que vão e que empurram no peito metendo os rins e com a cara por baixo.

Na muleta pede-se fijeza, capacidade para humilhar, recorrido e mobilidade, mas com transmissão, isto é, com capacidade de transmitir emoção nas suas investidas.
Nome do maioral: Joaquim Galhofas.

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